| De volta com todo o gás!! |
[Apr. 24th, 2005|10:28 pm] |
| [ | mood |
| | cheio | ] |
| [ | music |
| | Mania de você, Rita Lee | ] | É… ainda bem que não assinei aquele tal Tratado de Kyoto. Depois de um breve fim-de-semana juizforano, sentado à mesa sempre farta da família mineira, seria mesmo impossível controlar a emissão de gases poluentes na atmosfera.
E o ioga amanhã cedo? Seja o que Shiva quiser... |
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| Voltei. |
[Oct. 1st, 2004|06:36 pm] |
| [ | mood |
| | será? | ] |
| [ | music |
| | Super duper love, Joss Stone | ] | Ontem prometi a mim mesmo que voltaria a escrever. Engraçado isso, porque eu sempre faço essas promessas. E cumpro quase todas, acreditem. Não são promessas de campanha! No início desse ano, por exemplo, me prometi estalar menos os dedos, porque ouvi dizer que é péssimo pra circulação. E voilà! Mas o mais engraçado dessa promessa é falar em voltar a escrever; isso porque apesar de gostar muito, eu nunca escrevi realmente. É, eu não escrevo; digo, escrever assim como quem escreve sempre... Engraçado isso também, dizer qu’eu não escrevo. É como quando me perguntam s’eu fumo maconha. Sim e não, ora. O presente do indicativo complica a vida da gente. Sim, fumo, já fumei, eu fumaria (se alguém tiver aí?)... Mas não; s’eu só fumo às vezes, não posso dizer que fumo.
E escrever, eu escrevo desde que fui alfabetizado, aos seis anos... Bons tempos aqueles. Mas escrever sempre, nunca. Até tentei uma vez, quando fiz um blog na época em que morei n’América. Achei que seria mais fácil tornar pública minha vida, do que escrever repetidamente cartas e mais cartas para os inacabáveis amigos que deixei pr’atrás – embora eu adore as cartas. Aliás, antes mesmo do blog, comecei a me corresponder com alguns camaradas, na esperança de que algum dia, quando célebres, nossa “correspondência completa” fosse publicada (acho isso muito chique). Quem sabe? Trocávamos cartas de verdade, pelo correio, falando de tudo que fosse relevante, ou não. Preciso voltar a fazer isso.
E escrever no blog também foi uma delícia. Quanto voltei ao Rio, resolvi sacrificá-lo, pois achei que não havia sentido contar as histórias para os próprios personagens. Afinal, quem lê o qu’escrevo já sabe o que acontece comigo. Por isso achei que tivesse qu’escrever justamente sobre o que não me acontece, sobre as coisas que deveriam, mas não acontecem na minha vida (e também sobre o que acontece e não deveria, talvez)... Como uma espécie de anti-blog. Será? |
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| É Fosfobox, mas pode chamar de Toscobox. |
[Sep. 2nd, 2004|06:06 am] |
| [ | mood |
| | okay | ] |
| [ | music |
| | I'm not in love, 10cc | ] | Não é exatamente pela falta de opções que o Fosfobox conquistou os cariocas, a Oceania e mais outros 24 territórios. Sim, é lógico que na agonizante vida noturna da cidade, qualquer novidade agrada, por mais tosca que seja. Mas verdade seja dita: o Fosfobox vai indo muito-bem-obrigado porque é autêntico e tem personalidade. Apesar dos ares de improviso, ele é hoje um dos lugares mais movimentados na noite do balneário maravilha. Em poucos meses, já ganhou a simpatia de muitos cariocas carentes e, é claro, a antipatia de outros mais rabugentos, que reclamam da precariedade do local. Mas esses aí não entendem que é justamente por ser um buraco tão feio (e adorável) que o Fosfobox é o que é.
Sim, o Fosfobox é underground, literalmente (fica no subsolo d’um enorme shopping de quinquilharias), e é de lá, dos subterrâneos de Copacabana, que o música de primeira atrai gente de todo tipo. Cá entre nós, se não fosse lá, não poderia ser de nenhum outro canto... Só mesmo no sub-mundo de Copa se vê tanta gente estranha (e interessante ao mesmo tempo). E a programação é o outro super-trunfo da casa: é tão variada quanto seu público. House, eletro, rock e até o lixo dos anos 80 têm vez; sem falar nos pocket-shows hype do momento, que vira-e-mexe aparecem por lá. É, tem Fosfobox para todos os gostos!!
O bom som não decepciona e faz a pista ficar sempre animada, mesmo quando não está fervendo. E quando ferve, ferve mesmo! Já o lounge, aparentemente inacabado, não oferece conforto algum, mas nem por isso fica vazio um só instante. E o bar, que lá está, não é nada nada sofisticado (e nem poderia), mas ainda assim é caro pra burro. Aliás, tudo ali é caro! Paga-se uma fornuta injusta pela entrada, fora a dinheirama da birita. É um absurdo cobrarem tanto por um lugar tão tosco. Para se ter uma idéia, a decoração pavorosa parece até cenário de “Hermes e Renato” (salve-se apenas o ótimo xadrex do chão).
Enfim, o Fosfobox faz lembrar o East Village novaiorquino, por ser, da sua maneira, tão cool e claustrofóbico (e ligeiramente sujo). É realmente pequeno demais e acomada muito mal e porcamente o povo que lota a casa (e não parece se importar nenhum pouco com isso). Mas quando se vê meninos e menias dividindo em perfeita harmonia um banheiro de proporções sub-atômicas, dá até pra acreditar que os conflitos na Palestina podem mesmo, algum dia, chegar ao fim. Sim, há esperança e é por essas e outras que vale a pena visitar este Toscobox! |
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| QUASE |
[Jul. 1st, 2004|11:59 am] |
| [ | mood |
| | quase feliz | ] |
| [ | music |
| | Enjoy the silence (versão do Failure) | ] | S’eu soubesse exatamente o que escrever aqui, já teria escrito antes. Ontem mesmo, quase escrevi alguma coisa. Aliás, esse tem sido meu problema ultimamente, o “quase”. Tenho estado quase triste, quase eufórico, quase certo do que fazer, quase exausto, embora quase à toa... E com’eu quase escrevi ontem, achei que fosse ser bem mais fácil escrever qualquer coisa hoje. Não é, mas enfim... Há muito não escrevo nada pra ninguém; e o qu’é pior: não escrevo nada nem pra mim!! E eu, mais que ninguém, adoro as coisas qu’escrevo. Se bem qu’eu nunca fui de fazer diário nem nada do tipo; achava patético. Já redigi um ou dois bilhetes suicidas, mas nada muito brilhante... até por isso, achei melhor não me suicidar. E aqui estou eu, quase escrevendo alguma coisa. |
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